impulso

O poder de escolher

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O que você acredita que acontece se oferecermos para uma criança a possibilidade de ganhar um segundo marshmallow com a condição de esperar 15 minutos antes de comer o primeiro?

Na década de 1970, foi realizado um estudo na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pelo psicólogo Walter Mischel.

Participaram do estudo crianças com 4 anos de idade. Elas entravam uma a uma em uma “sala de jogos” onde era entregue uma bandeja com marshmallows ou outras guloseimas que elas escolhiam a que mais desejasse.

Então vinha a parte difícil. O pesquisador dizia à criança: “Você pode comer o seu doce agora, se quiser. Mas se não comer até eu voltar, você poderá escolher dois doces.

Havia sido eliminado da sala todas as distrações: nada de brinquedos, livros ou mesmo quadros nas paredes. Resultado foi que cerca de um terço das crianças pegava o marshmallow imediatamente, enquanto o outro terço ou mais esperava por intermináveis 15 minutos até ser recompensado. O outro terço ficou entre um grupo e o outro. Conclusão: aquelas crianças que conseguiram controlar o impulso da sua satisfação imediata, eram, na média, pessoas adultas com mais sucesso tanto profissional quanto pessoal.

A forma como nos focamos é a chave da força de vontade. As crianças que conseguiram esperar os 15 minutos o fizeram se distraindo com artimanhas como jogos de faz de conta, cantando ou cobrindo os olhos. Se uma criança ficasse olhando para o doce, ela e o marshmallow dançavam.

Imagem: divulgação

Imagem: divulgação

Podemos voluntariamente desligar nosso próprio foco de um objeto de desejo que prende poderosamente nossa atenção; resistir a distração – manter nosso foco em outro lugar e/ou manter nossa meta no futuro resultando em força de vontade. A força de vontade nos mantém focados em nossos objetivos apesar da provocação dos nossos impulsos, paixões, hábitos e desejos.

O truque mental de Mischel: imaginar que o doce era apenas uma foto com uma moldura ao redor e de repente aquela porção irresistível de açúcar que se agigantava em suas mentes se tornava algo que eles podiam fingir que não era real, algo que eles podiam ou não se focar.

Esse controle cognitivo do impulso ajuda na vida. E você: quanto tempo você resistiria ao doce? Espero que este post tenha colaborado a ficar firme pelos próximos “15 minutos”.

Um beijo e até a próxima. 😉

 

Fonte: Livro FOCO – Daniel Goleman,2014.